segunda-feira, 30 de abril de 2012

Espiritualidade e preconceito

Conhecimento espiritual. Este recurso da capacidade humana está além da religião, afinal, antes de existirem as religiões, já existia a espiritualidade.

"O conhecimento espiritual é a análise das experiências ou das vivências que são estimuladas por forças que não podem ser percebidas pelos sentidos físicos comuns." (blog O Terceiro Testamento)

Concordo. E isso não tem nada a ver com Deus e diabo e nenhuma religião. A espiritualidade, em sua essência, simplesmente é. Doutrinas e dogmas são criações puramente humanas. E como arranjos humanos, tudo o que nelas contêm são contaminadas pela razão humana. Porém, o espírito já encarna com a sabedoria que carrega. Acabam por ser pessoas com valores sólidos e opiniões fortes, sem deixar-se levar pelas imposições sociais e crenças passadas de geração em geração.

Portanto, aquele que detém o conhecimento espiritual, livre de dogmas e doutrinas, e domina esse conhecimento não pode jamais ser portador de preconceitos quanto às relações humanas e a existência, pois, este é obrigado a compreender a Lei Divina por completo, e o significado real do Amor e da felicidade, sem misturar romantismo e ficção. Aquele que se diz espiritualizado, mas tem preconceitos, de espirtualizado nada tem, pois carrega em si as crenças sociais incutidas no seu âmago desde a tenra idade. Ora, no muito, podemos considerar este como alguém que possui estudo sobre o tema, mas não como detentor de conhecimento.

A espiritualidade tem que livre de preconceitos e crenças sociais, pois o Amor de Deus ou da Criação não admite preconceito de nenhuma espécie, mas sim a tolerância e o respeito. Paz Profunda a todos!

Sou Valéria Nagy.
La Strega, 30.04.2012 d.C.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

A polêmica da anencefalia

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a interrupção da gravidez de bebês diagnosticados anencéfalos não é crime no Brasil. O caso, é claro, gerou polêmica na sociedade por levantar o tema "aborto". Porém, a população precisa, antes de julgar e criticar a decisão do STF (e misturar um fato médico e biológico com religião), ter conhecimento sobre o que é um ser anencéfalo.

A anencefalia

O que é? Anencefalia é uma má formação do cérebro durante a formação embrionária, que acontece entre o 16° e o 26° dia de gestação, caracterizada pela ausência total do encéfalo [cérebro] e da caixa craniana do feto. (Fonte: site Minha Vida)

Diagnóstico: Em 100% dos casos, o diagnóstico é dado por meio de ultrassonografia, não havendo margem de erro. (Fonte: site Minha Vida)

Tratamento: Não há tratamento possível para a anencefalia. A Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda tentar a ressuscitação da criança em casos de parada cardiorrespiratória. (Fonte: site Minha Vida)

Prevenção: A prevenção da anencefalia se dá pela suplementação com ácido fólico três meses antes de a mulher engravidar e nos primeiros três meses de gestação. O suplemento é ingerido em forma de pílulas e complexos vitamínicos específicos para gestantes. A quantidade indicada pela Organização Mundial da Saúde e defendida pelos médicos é de 0,4 miligrama por dia de ácido fólico para a prevenção de ocorrência dos defeitos do tubo neural. (Fonte: site Minha Vida)

Prognóstico: O prognóstico de um bebê com anencefalia é de algumas horas ou dias, não havendo condição de sobrevida. (Fonte: site Minha Vida)

Complicações para a mulher: A gestante de um bebê anencéfalo pode sofrer um acúmulo de líquido amniótico dentro do útero, fazendo com que ele não se contraia corretamente e venha a causar hemorragias durante o pós-parto. Em função da má formação craniana, esses fetos assumem posições anômalas durante o parto, podendo dificultar o processo. (Fonte: site Minha Vida)

Dados colhidos por: Thomaz Gollop, livre docente em genética médica no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e Niura Moura, pediatra e neurologista Infantil, Docente e Chefe da Disciplina de Neuropediatria do Departamento de Neurologia, Psiquiatria e Psicologia da Faculdade de Medicina de Botucatu, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - FM/UNESP - Botucatu.

A decisão do STF

"Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mulheres que decidem abortar fetos anencefálicos e médicos que provocam a interrupção da gravidez não cometem crime. A maioria dos ministros entendeu que um feto com anencefalia é natimorto e, portanto, a interrupção da gravidez nesses casos não é comparada ao aborto, considerado crime pelo Código Penal. A discussão iniciada há oito anos no STF foi encerrada em dois dias de julgamento."

"A maioria dos ministros reconheceu que a saúde física e psíquica da grávida de feto anencéfalo pode ser prejudicada se levada até o fim a gestação. Conforme médicos ouvidos na audiência pública realizada pelo STF em 2008, a gravidez de feto sem cérebro pode provocar uma série de complicações à saúde da mãe, como pressão arterial alta, risco de perda do útero e, em casos extremos, a morte da mulher. Por isso, ministros afirmaram que impedir a mulher de interromper a gravidez nesses casos seria comparável a uma tortura."

Fonte: Agência Estado

Espiritualmente falando...

A filosofia espiritual nos mostra que o espírito, ou alma, permanece ligado ao corpo por meio das glândulas pineal e hipófise (pituitária) localizadas no centro do cérebro. Se não há cérebro, não há como o espírito ligar-se ao corpo.

Também conhecida no meio místico-filosófico é a teoria de que o espírito "encarna" no corpo físico no momento do parto. É o chamado Sopro Divino. Antes, ou seja, dentro do ventre da mãe, há a formação da vida biológica apenas.

Porém, não havendo cérebro para o espírito se fixar naquele corpo, não há "encarnação" possível. Por essa razão o bebê anencefálico, ou seja, sem cérebro, morre biologicamente horas depois do parto. Por que? Porque a vida não se mantém sem o cérebro. Não há vida física humana sem o cérebro; não há vida espiritual humana possível sem o cérebro.

Nesse aspecto, a única alma sofredora é a mãe, que tem de carregar um feto que não sobreviverá, ou seja, não se tornará alguém em hipótese alguma. Uma experiência de aprendizado para essa mulher, certamente. Mas, nem por isso, deve ela ser exposta a riscos e a tamanho sofrimento. É pura crueldade.

Polêmicas à parte, temos que analisar as coisas como elas realmente são, usando a razão e não nso deixar envolver pelos extremos de doutrinas religiosas quaisquer. O pensar, a propósito, é um ato produzido pelo cérebro, portanto, é inadimissível tê-lo e não usá-lo.

Sejamos, pois, inteligentes e racionais quando assim precisarmos ser. O aborto não é ato louvável, mas sempre convoco a todos a usar o raciocínio, o bom senso e a razão. Às vezes é preciso pensar antes de sentir. Paz Profunda a todos!

Sou Valéria Nagy.
La Strega, 20.04.2012 d.C.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ensinamentos de Jesus - bondade e justiça

Lembremos, pois, que "ser bom não é ser bobo", não é mesmo? Muitos ainda confundem bondade com inocência, o que é equivocado pensar. Ser bom é ter boa índole; ser inocente é ser isento de malícia, o que, no mundo, é ser bobo, propenso a ser enganado pelos "lobos em pele de cordeiro".

A partir disso, não confundamos bondade com justiça!

Nosso Mestre Jesus, em sua passagem encarnada na Terra, nos deixou centenas de milhares de ensinamentos fundamentais para espelharmos nossa vida, nossa conduta e, assim, fazer bom uso do livre-arbítrio nos dado por Deus. Porém, em minha caminhada pela senda do Conhecimento, e observando as pessoas de maneira geral, noto que grande parte são aqueles que confundem Jesus com o retrato da bondade "boba", o que, decididamente, Ele não foi. O Divino foi bom, mas longe de ser bobo. Vamos analisar alguns momentos.

Não vou me estender muito, pois, como disse, Jesus nos deixou muitos ensinamentos. Mas separei alguns que considero marcantes. Vale destacar que todas as ações do Profeta cumpriam uma lógica natural; Jesus não saia aleatoriamente pregando e curando, a esmo. Claro que não. Ninguém com um propósito definido pode sair buscando seus seguidores à esmo. E Jesus, como o Cristo, tinha o propósito doutrinário da Salvação por meio da Justiça Divina. É evidente que Ele não fez nada de forma impensada ou não calculada.

O Sermão da Montanha é um bom exemplo disso. Qual foi o objetivo do Mestre ao proferir este sermão? Com as Bem-Aventuranças, Jesus anuncia ao mundo (e à Humanidade) o Ideal do Reino de Deus, a receita de como alcançar a verdadeira felicidade, que vem por meio da verdadeira justiça, que é regida pela Lei de Deus. É muito simples e fácil de compreender: Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os simples, porque possuirão a Terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de Justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os defensores da Paz, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da Justiça, porque deles é o Reino dos Céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós. É a receita perfeita da bondade justa, sem inocência boba. Do mesmo modo, lembremos que ainda no Sermão da Montanha, Jesus diz para que olhemos primeiro para nossos defeitos, antes de olhar para os defeitos dos outros, e nos chama a todos de hipócritas! Acertadamente. Ele, Jesus, é, possivelmente, o único ser que foi humano e não foi hipócrita! Atribuo a isso uma das suas características crísticas, certamente.

Outro momento muito evidente da Justiça com que Jesus viveu seus ideais na Terra está no momento de sua crucifixação. De certo, sua maior provação, pois sabe-se que o martírio do calvário foi de um sofrimento ímpar, tanto para o corpo quanto para o espírito. Ele foi torturado fisicamente ao nível máximo de crueldade, colocando o corpo físico no limite do que é suportar a dor. Espiritualmente foi ferido pelas humilhações, xingamentos e ofensas. Naquele momento, o homem Jesus entra em conflito com o Cristo Jesus, na tênue linha que separava o humano do divino. E, assim, brada a Deus: Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem! (Lucas, 23:34). Exemplo da divindade encarnada ao, mesmo diante de tamanho sofrimento, pede ao Pai que perdoe os pecados daquela Humanidade perdida e cheia de ódios e preconceitos. Mas, ao pedir que Deus "perdoe", aplica a Justiça, reconhecendo que foi vítima de lamentáveis erros de conduta humana. Ou seja, foi vítima de um crime e que, como tal, precisava de um julgamento e uma punição.

É sabido também que Ele foi crucificado ao lado de dois outros homens, estes, criminosos. Um deles O ofende, e o outro, à sua direita, reconhece Sua inocência [de Jesus] e a injustiça da qual foi vítima ao ser condenado à crucificação. A este, Jesus diz: Em verdade eu te digo que hoje estarás comigo no Paraíso. (Lucas, 23:43). Ora, Jesus aplica novamente aqui, a Justiça Divina, pois àquele que reconheceu a Verdade, prometeu o Paraíso. Ao outro, que O humilhou e foi egoísta, nada falou, pois a Justiça de Deus assim o faria por si só.

Por isso, Jesus foi, acima de tudo [do Bem e do mal], justo. Jamais podemos pensar que Jesus foi um bondoso cego, bobo na mão dos espertos. Nunca! Prova disso Ele nos dá ao anunciar-nos: Eis que vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas! (Mateus, 10:16). Jesus está nos dizendo para sermos bons sem sermos bobos; sermos bons e conhecedores da Justiça!

Jesus foi o Maior e Verdadeiro filósofo, político e sociólogo deste mundo. Perfeito.

Viva Jesus!

Sou Valéria Nagy.
La Strega, 13.04.2012 d.C.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Temperamento e espírito

O temperamento, segundo o dicionário de Português Michaelis, é o "conjunto das disposições orgânicas de um indivíduo; qualidade predominante no organismo; caráter, constituição moral, gênio, índole". Sim, é isso mesmo. Herdamos parte de nosso temperamento dos nossos pais, por meio da genética. A ação dos hormônios também refletem nele. Outra parte vem de características externas, como educação, cultura, convívio social, etc. A psicologia nos trouxe por meio de testes, quatro tipos de temperamento que definem cada indivíduo. Além disso, nos diz também que podemos (e devemos) mudar pontos negativos identificados em nosso temperamento.

Muito bem, tudo isso é o que diz a matéria. Mas e espiritualmente? Como o nosso Espírito influencia o nosso temperamento? Na minha visão, o temperamento e o histórico espiritual estão intimamente ligados. Um dos hormônios que nosso corpo produz está ligado à hipófase, glândula que se situa no cérebro, agindo também na glândula pituitária, responsável pelo nossa "ligação" com o espírito. Esse hormônio é o mais importante do organismo, pois comanda a forma como os demais hormônios irão se comportar no corpo.

Quem mergulha na jornada do autoconhecimento tem que obrigatoriamente bater de frente com o próprio temperamento. Aliás, está aí o ponto de equilíbrio para quaisquer outras ações de cunho emocional. Identificarmos o tipo de temperamento que temos e analisarmos seu ponto positivo e seu ponto negativo é a chave que abre a porta para o autoconhecimento e o autocontrole. Isso porque a partir dessa análise, seremos capazes de enxergar os pontos os quais temos que valorizar mais e aqueles que temos que eliminar de nossa vida. Essa "limpeza" é difícil, mas plenamente possível. Basta termos determinação e força de vontade. Pensar que isso nos fará pessoas melhores preparadas para viver uma vida plena e consequentemente melhorar a qualidade dela, é o que nos deve motivar para seguir em frente.

Se o temperamento carrega carga genética de nossos antepassados, também carrega carga espiritual de nossas vidas anteriores. Pensando por esse lado, se é possível mudar o que nos atrapalha em nosso temperamento em relação à vida material, certo é que também podemos mudá-lo em relação à vida espiritual. Igualmente, basta determinar ao nosso pensamento que o faça. Portanto, se sua vida não está como você gostaria, porque seu temperamento não permite, mude-o! Faça! A mudança de nós mesmo parte de nosso próprio pensamento!

Controle a você mesmo e o mundo ficará mais fácil de se permanecer e vencer. Que Assim Seja!

Paz Profunda.
Sou Valéria Nagy.
La Strega, 14.03.2012 d.C.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulher = sexo forte

A mulher foi mostrada, há tempos, como o "sexo frágil", sensível, delicada, sentimental. Mas na realidade a mulher tem uma força natural lhes dada por Deus que a cultura e a sociedade machista a impediram de conhecer.

Hoje, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, aproveito para lançar o assunto à reflexão. Não quero, com isso, incentivar uma disputa entre gêneros, mas apenas exibir fatos que demonstram a verdade natural dos gêneros. Foi a cultura machista, instituída há séculos, carregada dos mais torpes preconceitos, que criou a mulher fraca, tola e submissa. Este é um fato que não há como negar. Senão, hoje, não estaríamos nós [mulheres] lutando para conquistar o espaço que sempre foi nosso.

A Criação Divina foi perfeita; a criação humana foi uma catástrofe! Isso vale para muitas ocorrências, ideias e pensamentos inventados pela arbitrariedade humana, ao usar com toda a burrice e perversão, o livre-arbítrio que nos foi presenteado pela Criação. Os povos primitivos viviam em perfeita harmonia de gêneros. Homens e mulheres não tinham "hierarquia" de sexos, no qual um manda e o outro obedece. Não. As mulheres também "pegavam no pesado", pegavam em armas, muitas iam para os campos de batalha, nas guerras, juntamente com os homens. Havia o respeito espiritual da figura feminina, em consonância com a representação do Feminino Ativo, como a fonte geradora da Vida, o fruto da Mãe Terra.

Ora, tudo isso caiu por terra, na contramão da Natureza, quando alguns homens [do sexo masculino] sentiram-se incomodados com a força e capacidade da mulher em fazer muitas coisas ao mesmo tempo e ainda dar à luz, que resolveram acabar com a sua imagem. Inventaram que elas não tinham alma, que eram apenas pedaços de carne feitas unicamente para procriar. Isso, consequentemente, levou à crença de que elas também não tinham inteligência, capacidade de pensar. Daí por diante foi só uma questão de lógica. Quem não tem alma não pode pensar, portanto não pode também dar opinião, tomar decisões, dirigir uma família, desenvolver qualquer trabalho, nem expor-se em público. As mulheres, é claro, não concordaram com nada disso, mas foram caladas à força pela imposição da violência! Como fazer uma mulher calar a boca? Ameace seus filhos. Homens covardemente espancavam-nas com a superioridade física que lhes cabem. E assim por diante. Sem dúvida, muitas lutaram, durante esses séculos, por nossa liberdade. E morreram por isso...

Infelizmente muito disso ainda ocorre nos dias de hoje e, ainda, muitas são as mulheres que se submetem ao maus-tratos e são submissas por opção ou por falta de opção. Mas...

A boa notícia é que os tempos estão mudando, e mudando muito! E tenho fé de que o mundo voltará um dia ao seu devido lugar. Graças à força de Verdade de Deus, muitas são as coisas que estão sendo desmascaradas nesse planeta tão machucado e agredido pela ignorância e pelo destruidor preconceito.

Não deixemos de lutar, nunca! Com Deus no coração! Feliz dia, mulher!

Paz Profunda.
Sou Valéria Nagy.
La Strega, 08.03.2012 d.C.